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EFICIÊNCIA ENERGÉTICA

Todos sabem que as fontes de energia são finitas, ser mais eficiente não significa renunciar ao nosso bem-estar nem à nossa qualidade de vida, é somente questão de adotar uma série de costumes responsáveis, medidas e mudanças a nível tecnológico e de gestão.

A eficiência energética é o consumo responsável desta energia finita e sua correta utilização, que hoje em dia se apresenta como uma necessidade para que possamos desfrutar dela no dia de amanhã, proporcionando ao usuário o conforto necessário no interior de um edifício.

O conforto térmico é um conceito subjetivo que expressa o bem-estar, físico e psicológico, do indivíduo quando as condições de temperatura, humidade e movimento do ar são favoráveis à atividade que desenvolve. Determinou-se que a maioria das pessoas se sente confortável quando a temperatura oscila entre 21º C e 26º C, e a humidade relativa entre 30% e 70%. Estes valores se aplicam quando as pessoas estão vestidas com roupa leve, na sombra e relativamente inativas.

O excesso de calor, seja proveniente do ambiente ou gerado pelo próprio metabolismo, deve ser eliminado para manter uma temperatura constante no corpo e assegurar o conforto térmico.

Como obter a eficiência energética? É um conjunto de diferentes fatores, que estão relacionados uns com os outros.

Materiais: Os materiais são um ponto chave tanto em sua forma como em sua composição. Cada tipo de material se comporta de una maneira diferente na hora de transmitir e armazenar o calor e é precisamente esse comportamento que a física de materiais estuda para aumentar seu rendimento. O mundo dos materiais é muito amplo, podemos citar alguns exemplos que são muito levados em consideração: a condutividade térmica, a transmissão U e a quantidade de calor que armazena (Calor específico). Em todos os materiais são estudadas estas características e também as levam em conta na hora de calcular a quantidade de energia que será necessária para manter o conforto no interior do edifício.

Design: Assim como os materiais em si são elementos básicos muito importantes, cujas propriedades nos ajudam na redução da transmissão U e nos permitem armazenar o calor, o design global que fazemos com eles é ainda mais importante. A geometria da construção, sua orientação, sua composição, os espaços que contêm e as proteções contra o sol. Todos estes fatores são de vital importância para otimizar a eficiência do edifício, já que não seria o mesmo una fachada exposta ao sul sem nenhuma proteção, que una fachada ventilada ou coberta por vegetação que protege do sol as faces interiores do isolamento evitando o superaquecimento excessivo.

Instalações: Um erro muito comum é pensar que quanto maiores sejam as instalações e mais potência tenham, mais esquentarão e mais esfriarão. Este erro, normalmente cometido, se corrige com estudos de demanda energética e de desempenho de instalações. Um edifício bem isolado torna-se mais econômico já que o investimento em instalações é menor, igualmente, sua manutenção e o custo de operação são muito menores. Projetando instalações dimensionadas de forma adequada a este tipo de edifícios eficientes, onde não se aceita “grandes” instalações, se obtém reduções que normalmente chegam a 60%.

“A Eficiência Energética é definida como “um conjunto de ações que permitem otimizar a relação entre a quantidade de energia consumida e os produtos e serviços finais obtidos.”